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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dia Nacional do Café, 24 de maio

O café brasileiro

O cheirinho do café não engana
A água esquentando na fogueira
Na bandeja, xícaras escaldadas
Misturam-se com o vapor da chaleira.

O aroma exala na cozinha e na sala
E aguça a vontade das convidadas.
Servido puro, com açúcar ou adoçante
o pó se fez um líquido preto escaldante.

Expresso, carioquinha ou capucccino.
O café é uma unanimidade brasileira.
Agrada ao gosto do velho e do menino
e é sorvido do fundinho até a beira.

Serve de pretexto para o encontro
Na velha cafeteria na subida da ladeira.
Para o fim de um romance na ribeira.
Derrama-se rápido como um monstro
Quando protagoniza uma briga antiga
E demorado na conversa tão amiga.

Personagem principal na história,
o café esbanjou dinheiro e soberania
no passado de um País sem memória.
Hoje, mais um item, uma mercadoria
Que ainda reúne os avós, filhas
e agregados de uma mesma família.

Márcia Fernanda Peçanha Martins



Aprenda a degustar melhor o café (*)
Aspire profundamente os aromas que exalam da xícara, aproximando-a do rosto.
Depois, sorva uma pequena quantidade da bebida, mantendo-a na boca por alguns segundos para sentir o sabor característico do café.
Na ponta da língua é possível perceber a doçura. Sinta nas laterais da língua a intensidade da acidez.
Após a degustação, aprecie o sabor residual na boca, que indica a intensidade do corpo do café.
Uma boa xícara de café é essencialmente corpo, aroma e sabor. Alguma diferenças

Achocolatado: sabor que faz lembrar o chocolate e que pode estar presente em várias colheitas (algumas da Austrália, da Nova Guiné e da Etiópia).
Acidez: qualidade muito apreciada, agudeza detectada na parte interior da boca; denota qualidade e atitude; (Costa Rica, Quênia e México são bons exemplos).
Adstringente: sensação característica que "contrai" a língua e os seus tecidos, freqüentemente surgindo como pós-gosto.
Amargo: sensação gustativa básica, detectada na parte de trás da boca e no véu-palatino, freqüentemente como pós-gosto, até certo ponto desejável (como no expresso muito torrado).
Aromático: café com fragrância intensa e agradável (por exemplo Havaí, Colômbia, Jamaica ou Sumatra).
Doce: agradável, aveludado, ameno; usado por vezes para descrever cafés suaves ou ainda para cafés muito ácidos.
Duro: o sabor, não confundir com grão duro. Em termos de sabor, duro significa um café sem doçura ou suavidade.
Encorpado: significa a percepção da textura ou do peso do líquido na boca; se for fraco ou leve pode ser aguado (algumas arábicas cultivadas alto);
Macio: sensação na boca que não é aguda, nem adstringente, mas agradável, por vezes associada ao sabor do vinho.
Neutro: café suave, acidez muito baixa, não depreciativo, já que não implica em sabores paralelos; bom para misturar.
Suave/estritamente suave: café com acidez baixa, doçura aveludada, agradável suavidade no céu da boca (talvez semelhante ao sabor do vinho tinto italiano Lambrusco); alguns Santos brasileiros, por exemplo.
Terroso: aroma/sabor que lembra a terra negra e úmida, orgânico, e cogumelos (pode encontrar-se em alguns cafés javaneses).

(*) as informações acima são do site www.presscafe.com.br

Um comentário:

Stella Vives disse...

AMIGA, ESTE TEU DOCUMENTÁRIO SOBRE O CAFÉ ME DEIXOU COM ÁGUA NA BOCA!
MUITO DELICIOSO! ABRAÇOS.